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O que significa a autonomia que Macron propõe para a Córsega?

today29 de setembro de 2023 3

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Em sua quarta viagem à Córsega desde que foi eleito presidente da França, Emmanuel Macron pegou um rumo mais próximo do que anseiam os moradores da ilha do Mediterrâneo: propôs alterar o seu estatuto, oferecendo mais autonomia ao território, que, desde já, ele ressaltou ser limitada, sem qualquer desligamento do Estado francês.

“Não será uma autonomia contra o Estado, nem autonomia sem o Estado, mas uma autonomia para a Córsega e dentro da república”, resumiu o presidente no discurso aos legisladores da Assembleia Regional em Ajácio, dominada por nacionalistas.

Embora cautelosa, a proposta de Macron é considerada um avanço.



Ele estabeleceu seis meses para que os políticos da ilha cheguem a um acordo sobre uma nova lei que alteraria a Constituição francesa em relação ao estatuto da Córsega, terra natal de Napoleão Bonaparte, que faz parte do país desde o século XVIII.

O texto final deve ser aprovado na Assembleia Nacional e no Senado e depois em referendo.

Mais perto da Itália do que da França, a Córsega é território de 340 mil moradores, marcada desde a década de 1970 por aspirações independentistas que se alternam em surtos de violência, com incêndios criminosos e bombas detonadas em repartições públicas.

A última onda foi deflagrada em março do ano passado, após o assassinato do líder separatista Yvan Colonna, na prisão onde cumpria pena perpétua por ter matado, em 1998, o prefeito da ilha.

Para conter os confrontos, o governo se viu sem alternativa que não fosse acenar, então, com mais autonomia à ilha. A visita de Macron à ilha coroou a promessa de transferir mais poderes ao território, mas ele passou ao largo de duas das principais reivindicações dos independentistas: a inclusão do estatuto de residente para seus moradores e do idioma corso como co-oficial.

Os separatistas querem evitar a especulação imobiliária na Córsega, impedindo que estrangeiros adquiram propriedades. O presidente argumentou, contudo, que tal discriminação vai de encontro às normas estabelecidas pela União Europeia.

Ainda assim, Macron procurou tranquilizar os mais céticos, assegurando que não existirão linhas vermelhas para acordo entre corsos e o governo, mas delimitou-as dentro “dos ideais da república” e que não colidam com o princípio de igualdade.

Ou seja, descartou, de antemão, que o país tenha duas categorias de cidadãos.

“A Córsega está enraizada na França e na república”, assegurou, jogando uma pá de cal em qualquer aspiração separatista.

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Por: G1

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