G1 Mundo

Peritos da ONU classificam punições severas às iranianas sem véu como apartheid de gênero

today5 de setembro de 2023 8

Fundo
share close

Com 70 artigos, a Lei do Hijab e da Castidade avança no Parlamento e prevê o aumento de multas e penas de prisão a quem desobedecer ao código de vestimenta, assim como permitirá a utilização de inteligência artificial para identificar as infratoras.

No entender dos especialistas, transformar a moral pública em arma, para negar às mulheres a liberdade de expressão, consolida e expande a discriminação e a marginalização de gênero. “As autoridades parecem governar pela discriminação sistêmica com a intenção de reprimir mulheres e jovens até a submissão total”, informa o comunicado.

Se aprovada, como previsto, a nova lei determina a segregação de gênero em locais públicos, como parques e universidades. A perseguição se intensificará: as infratoras serão proibidas de viajar e de ter oportunidades de emprego e terão o acesso à internet restringido por até dois anos.



“A legislação também viola direitos fundamentais, incluindo o de participar na vida cultural, a proibição da discriminação de gênero, a liberdade de opinião e expressão, o direito ao protesto pacífico e o direito de acesso a serviços sociais, educacionais e de saúde e à liberdade de movimento”, explicam os especialistas em direitos humanos recrutados pela ONU.

O uso obrigatório do hijab seria um critério para a contratação de mulheres, de acordo com o projeto de lei.

Morte de jovem revolta iranianos: Mahsa Amini tinha sido detida por não se vestir corretamente

Morte de jovem revolta iranianos: Mahsa Amini tinha sido detida por não se vestir corretamente

Mahsa morreu sobcustódia policial, três dias depois de ser presa por agentes da força, supostamente por deixar uma mecha do cabelo exposta pelo véu.

Ela teria sido espancada e entrado em coma, de acordo com a família, e transformou-se rapidamente em símbolo de revolta para as iranianas, que, a partir de sua morte, saíram às ruas para queimar véus e cortar os cabelos.

O regime respondeu aos maiores protestos desde a Revolução Islâmica de 1979, que instituiu a teocracia no Irã, com prisões e desaparecimentos de milhares de ativistas e com condenações à morte.

Celebridades que apoiaram os dissidentes e se voltaram contra as regras impostas pelo código de vestimenta receberam penas perversas.

As atrizes Azadeh Samadi, Leila Bolukat e Afsaneh Bayega apareceram em público sem véu e, em julho passado, foram diagnosticadas como doentes mentais pelo sistema judiciário controlado pelo regime. Desde então, estão internadas em sanatórios.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

video:-‘cachoeira’-invade-vagao-do-metro-de-madri-durante-tempestade-com-tres-mortos-na-espanha

G1 Mundo

VÍDEO: ‘Cachoeira’ invade vagão do metrô de Madri durante tempestade com três mortos na Espanha

Uma cena no metrô de Madri durante a tempestade chamou a atenção: com a força da chuva, as águas invadiram várias estações de metrô da capital espanhola e, em uma delas, formaram uma espécie de cachoeira que invadiu um vagão (veja vídeo). O caso aconteceu nesta segunda-feira (4) na linha 5 do metrô, que liga a região sudoeste à nordeste de Madri, passando pelo centro da cidade. Diante do avanço […]

today5 de setembro de 2023 4

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%