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Polícia Civil conclui investigação sobre morte de PM da Rota no litoral de SP e aponta três na cena do crime

today2 de agosto de 2023

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Segundo o delegado Antonio Sucupira Neto, da delegacia sede de Guarujá, o último suspeito de envolvimento na morte do PM foi preso nesta quarta-feira (2). Com isso, as autoridades já têm o papel de cada um dos três envolvidos na cena do crime.

Kauã chegou volta das 2h na Delegacia Seccional de Santos e foi encaminhado a cadeia anexa ao 5º Distrito Policial. Ele estava usando camiseta branca, bermuda e chinelo e estava acompanhado do advogado. “Ele é último investigado na morte do policial Reis. Ele foi interrogado e após a audiência de custódia deverá ficar preso e à disposição da Justiça”, disse Sucupira.

Polícia Civil conclui investigação da morte de PM baleado no litoral de SP — Foto: Reprodução g1



Ainda de acordo com ao delegado, a polícia aguarda o laudo das perícias do Instituto de Criminalista (IC) realizado no local e das cápsulas e munições apreendidas. “Praticamente, o caso está encerrado da morte do policial Reis, da Rota. Nós estamos individualizando as condutas de cada um dos envolvidos e localizamos uma arma de fogo, calibre 9 mm, que teria vitimado os dois PMs”.

O delegado explicou que tem a certeza da participação tanto de Erickson como de ‘Mazzaropi’ e de Kauã. “Para não atrapalhar os serviços que ainda estão sendo executados, ainda não será divulgado o papel de cada um. Mas, para a Polícia Civil está claro a função dos três no momento do crime”.

Irmão de Erickson, suspeito de matar PM em Guarujá, também é procurado pela Polícia Civil — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O jovem apontado pela Polícia Civil como irmão de Erickson David da Silva, suspeito de atirar e matar um PM das Rondas Ostensivas Tobias Aquiar (Rota), foi preso por envolvimento no crime em Guarujá. O g1 apurou, que Kauã usava as redes sociais para mostrar a ‘rotina’ no tráfico, com armas apontadas para viaturas e funk ‘proibidão’.

As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Segundo ele, Kauã tinha a ‘função’ de ficar posicionado na comunidade Vila Júlia, armado e com um comunicador, pronto para avisar os comparsas sobre a chegada de viaturas policiais ao local.

Erickson David da Silva é um dos apontados como responsáveis pelos disparos contra o PM em Guarujá (SP). — Foto: Reprodução

Erickson David da Silva, de 28 anos, também conhecido como ‘Deivinho’, foi capturado na Zona Sul de São Paulo, durante a noite do último domingo (30). Segundo informações da polícia, ele era o ‘sniper’ utilizado pelos traficantes e teria atirado em direção ao soldado da Rota de uma distância de mais de 50 metros.

Ele passou por audiência de custódia, na segunda-feira (31), no Fórum de Santos, e teve a prisão temporária mantida por 30 dias. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da TV Globo, o advogado do Wilton Felix disse que o suspeito se diz inocente e estava na comunidade da Vila Julia em Guarujá, para comprar drogas.

“Ele [Erickson] alega e atesta que não participou do evento morte. Na fatalidade, ele estava comprando droga, por fazer uso de entorpecentes, quando ouviu vários tiros e no pavor da situação, ele fugiu do local”, explicou Felix.

Ainda segundo o advogado, imagens do suspeito foram vinculadas como sendo o principal suspeito de ter realizado o disparo de ter matado o policial. “Ele ficou com receio e foi para outra cidade, sendo hoje (domingo), de livre e espontânea vontade, se integrou as autoridades, na Corregedoria da Polícia, mostrando que acredita que ele foi vítima de uma injustiça”, disse o advogado.

PM da Rota morto era da capital de SP e estava em serviço quando foi atingido por criminosos — Foto: Arquivo Pessoal

Após o caso, a Polícia Militar iniciou a Operação Escudo, com o objetivo de capturar os criminosos responsáveis pela ação contra os agentes.

Viaturas da Rota e da Polícia Civil durante Operação Escudo em Guarujá, SP — Foto: Carlos Abelha

A Polícia Militar já prendeu 58 pessoas durante cinco dias de Operação Escudo na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, entre os dias 28 de julho e 1 de agosto. A ação também deixou pelo menos 16 mortos em Guarujá e em Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), do total de presos, 38 foram em flagrante e 20 eram procurados da Justiça. Outros quatro adolescentes foram apreendidos por tráfico de drogas. Até esta terça-feira (1) a polícia apreendeu 385 quilos de entorpecentes e 18 armas, entre pistolas e fuzis.

A polícia conseguiu identificar e prender todos os envolvidos na morte do policial, mas a operação segue para sufocar o tráfico de drogas e desarticular o crime organizado, que possui grande atuação na Baixada Santista, segundo a SSP.

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Por: G1

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