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Policial que matou a ex-mulher com tiro na cabeça tinha histórico de violência e descumpriu determinação judicial

today2 de maio de 2023 2

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A vítima começou a namorar há aproximadamente um mês, ainda durante o processo de divórcio com Roberto Belchior Wehinger, de 33 anos, em andamento. Ele inclusive deveria manter uma distância de 300 metros da ex, conforme documento expedido pelo juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande.

Antes de expirar o prazo de 90 dias da medida, porém, Roberto foi ao encontro da ex-mulher, com quem tinha um filho de três anos. Ele cometeu o feminicídio e se matou em seguida na noite de sábado (29), no bairro Ocian.

De acordo com o boletim de ocorrências, o policial foi até o endereço do atual namorado de Jéssica e, assim que o casal deixou o imóvel, parou o carro ao lado do namorado e começou a socá-lo no rosto.



A vítima conseguiu imobilizar Roberto e percebeu que ele estava armado, momento em que tentou pegar a arma. Enquanto a briga se desenvolvia, testemunhas em um bar próximo interromperam a confusão e levaram o namorado para dentro do estabelecimento.

Assim que entrou no bar o atual de Jéssica e as demais testemunhas ouviram um disparo e, na sequência, o corpo da mulher no chão. Em seguida, Roberto atirou contra a própria cabeça.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte da mulher no local. O policial, no entanto, ainda estava com vida e foi levado ao Hospital Irmã Dulce, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde. O caso foi registrado no DP Sede de Praia Grande.

Advogado matou a ex-mulher a tiros e, depois, se suicidou em garagem de prédio em Santos (SP) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A vítima tinha ido entregar duas malas a Vicente com pertences dele. Conforme apurado pelo g1 na ocasião com pessoas próximas ao atirador haviam informado que ele estava diferente, parecia ansioso e mais calado.

Um estudo com dados de sete estados brasileiros aponta que, em 2022, uma mulher foi vítima de violência a cada quatro horas: foram 2.423 casos, sendo que 495 terminaram em morte.

O levantamento consta do boletim “Elas Vivem: dados que não se calam”, da Rede de Observatórios da Segurança. A terceira edição do documento, publicada em março deste ano, compilou os registros na Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. O maior número de eventos foi registrado na capital paulista (898) — um a cada dez horas

A maior parte dos registros nos sete estados tem como autor da violência companheiros e ex-companheiros das vítimas. São eles os responsáveis por 75% dos casos de feminicídio. As principais motivações são brigas e términos de relacionamento.

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Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Santos.

Por: G1

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