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Premiê da Ucrânia questiona se plano de paz de Lula é realista

today28 de abril de 2023 5

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Ao ser questionado pela RFI sobre a possibilidade de o Brasil ser mediador no processo de paz, o primeiro-ministro comparou os russos a bandidos: “Vou citar um simples exemplo. Se o apartamento de vocês [brasileiros] fosse invadido por um bando de bandidos que querem matar vocês e seus filhos, estuprar suas mulheres e tomar a sua casa, vocês assinariam um acordo com esses bandidos? Vocês acham isso realista? Eu sinceramente não estou esperando a resposta de vocês”, lançou Denys Shmyhal.

O premiê ucraniano acrescentou que o Brasil também não faria um acordo com os invasores. “Vocês não aceitariam conviver com esses bandidos e se curvar às condições impostas por eles, realizando o desejo deles e não o de vocês”, disse.

Ainda usando o exemplo da residência invadida, Shmyhal reiterou que os russos têm que sair da Ucrânia. “Antes de mais nada, esses bandidos têm que sair da casa de vocês. Depois talvez se pudesse discutir com eles os princípios da convivência pacífica, mas não no meu território”.  



No entanto, o primeiro-ministro saudou o empenho de Lula, que insiste em uma solução pacífica para o conflito e já propôs várias vezes uma mediação alternativa em busca da paz. “Agradecemos os esforços do povo brasileiro e do presidente do Brasil no desejo de ajudar o povo ucraniano na sua luta”, disse, antes de agradecer aqueles que acolheram os refugiados da guerra. “Muitos países acolheram ucranianos com coração aberto e gentileza. Esperamos que todos os nossos cidadãos possam voltar à Ucrânia pacificada”.

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Shmyhal, não quis avaliar uma possível mediação chinesa na guerra contra a Rússia. No entanto, ele disse que primeira conversa ocorrida na véspera entre os presidentes da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e da China, Xi Jinping, desde o início da invasão russa ao vizinho “abre uma nova etapa nas relações” entre os dois países.

“Ontem houve um telefonema, uma conversa muito produtiva entre os dois presidentes. Esta conversa abre uma nova etapa nas relações entre a Ucrânia e a China e estou convencido de que é um bom começo para o desenvolvimento positivo de nossas relações no futuro”, avaliou.

Questionado se a Ucrânia aceitaria a China como mediadora, o primeiro-ministro reiterou: “Temos nosso próprio caminho para a paz, a fórmula Zelensky. Sabemos muito bem o que é a libertação da Ucrânia. Todos os territórios dentro das fronteiras de 1991 devem ser livres. A segurança deve ser garantida pelas estruturas internacionais. Só assim teremos a certeza de uma paz estável, justa e duradoura.”

Shmyhal também foi recebido em Roma pelo papa Francisco, entre a série de audiências da manhã desta quinta-feira e véspera de viagem apostólica à Hungria. O encontro no Palácio Apostólico durou meia hora e o primeiro-ministro convidou o pontífice para ir a Kiev e pediu ajuda para as crianças ucranianas deportadas para a Rússia.

Em seguida, o premiê teve uma audiência com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, Paul Richard Gallagher.

Segundo o comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, “durante as cordiais conversações realizadas na Secretaria de Estado, foram ressaltadas as várias questões relacionadas à guerra na Ucrânia, reservando particular atenção ao aspecto humanitário e aos esforços para restaurar a paz. No mesmo contexto, foram abordados também diversos temas relativos à vida e à atividade das Igrejas no país”.

Denys Shmyhal esteve em Roma para participar da conferência bilateral entre a Itália e a Ucrânia sobre a reconstrução do seu país. Participaram do evento diversas empresas italianas e ucranianas.

O primeiro-ministro pediu às empresas italianas investimento na reconstrução da Ucrânia. Segundo o Banco Mundial, os custos totais para reconstruir o país ultrapassam US$ 400 bilhões.

Esta não é a primeira conferência em que se fala da reconstrução ucraniana, pelo menos na Europa. Mas o encontro serviu para reforçar o papel de Itália, sobretudo a nível europeu.




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Por: G1

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