G1 Mundo

Protesto contra reforma judicial tem confronto e repressão policial em Israel

today1 de março de 2023 8

Fundo
share close

Confrontos violentos ocorreram nesta quarta-feira (1º), em Tel Aviv, entre a polícia e manifestantes que denunciavam o “caráter antidemocrático” da reforma judicial que tenta implantar o governo de Benjamin Netanyahu, o mais à direita da história de Israel.

A polícia dispersou os participantes da marcha com jatos d’água, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Os manifestantes bloquearam ruas da cidade.

A polícia montada investiu contra a multidão. Segundo um comunicado oficial, 39 pessoas foram detidas por “perturbação da ordem pública”.



Onze manifestantes foram atendidos com lesões diversas no hospital Ichilov, em Tel Aviv, informou o porta-voz da instituição.

Polícia montada joga bombas de efeito moral em manifestação contra reformas propostas por Netanyahu, em Tel Aviv — Foto: Amir Cohen/Reuters

“Direito a se manifestar não é direito a bloquear o país”, disse nesta noite o primeiro-ministro Netanyahu, durante entrevista coletiva em Jerusalém, que também foi palco de manifestação. “Um país soberano não pode tolerar a anarquia”, acrescentou o chefe do governo, que acusou os manifestantes de terem cruzado “uma linha vermelha”.

Os protestos, que há dois meses reúnem dezenas de milhares de pessoas nas noites de sábado, não impediram, até agora, o avanço da reforma polêmica.

O Knesset (Parlamento israelense) aprovou também nesta quarta, em primeira instância, por 62 votos a 20 (de um total de 120 cadeiras), um novo artigo, que restringe as possibilidades de destituição de um chefe de governo.

A reforma foi anunciada no começo de janeiro pelo governo formado em dezembro pelo primeiro-ministro conservador, Benjamin Netanyahu, com ministros de direita, extrema-direita e partidos ultraortodoxos judaicos.

Manifestantes empurram grades e são contidos pela polícia em Jerusalém — Foto: Reuters/Ronen Zvulun

Segundo seus críticos, o texto, que visa a reduzir a influência do poder judiciário em benefício do poder político, ameaça a separação dos poderes e o caráter democrático de Israel.

Netanyahu e seu ministro da Justiça, Yariv Levin, consideram, ao contrário, que a reforma restabelecerá um equilíbrio de forças entre os legisladores e a Suprema Corte, a qual veem como uma instituição politizada.

Os deputados aprovaram, também em primeira instância, por 55 votos a 9, um projeto de lei que pretende autorizar “a pena de morte contra os terroristas”, uma reivindicação antiga de deputados da extrema direita, mas que tem poucas chances de ser aprovada de forma definitiva, devido às reticências religiosas dos partidos ultraortodoxos.

A pena de morte foi aplicada uma única vez em Israel, em 1962, contra o criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

apagao-deixa-milhoes-de-residencias-sem-energia-eletrica-na-argentina

G1 Mundo

Apagão deixa milhões de residências sem energia elétrica na Argentina

Uma grande parte da Argentina, incluindo da região metropolitana de Buenos Aires (Amba), ficou sem eletricidade na tarde desta quarta-feira (1º) quando a usina nuclear Atucha I teve problemas. O corte de energia ocorreu por volta das 16h (horário local), durante uma onda de calor, e atingiu 20 milhões de pessoas. De acordo com o jornal "La Nación", cerca de 40% da demanda total de eletricidade do país não estava […]

today1 de março de 2023 8

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%