G1 Mundo

Quem foi Kitty O’Neill, que superou surdez para se tornar dublê de sucesso e recordista mundial de velocidade

today25 de março de 2023 11

Fundo
share close

Ela ficou famosa ainda nos anos 1970, quando fez as cenas de ação da atriz Lynda Carter na série de TV Mulher Maravilha.

O’Neil também dublou Lindsay Wagner na série de ficção científica A Mulher Biônica.

Seus outros trabalhos incluem “Os Bons e os Maus” (1977), “Desta Vez te Agarro” (1980) e “O Dueto da Corda” (1980).



O’Neil nasceu em 24 de março de 1946, filha de uma mãe indígena americana e um pai irlandês. A surdez que a acompanhou durante toda a vida apareceu nos primeiros meses de vida, quando ela foi afetada por uma série de doenças.

Durante toda a vida, a dublê nunca encarou a deficiência auditiva como um impeditivo para fazer o que queria. Ela chegou a dizer que a surdez se transformou num “ativo” importante para o trabalho e a vida pessoal.

‘A mulher mais rápida do mundo’

O sucesso de O’Neil como dublê a levou ao mundo das corridas de carro. Na modalidade, ela estabeleceu um recorde de velocidade terrestre para mulheres em 1976 — que permanece intacto até hoje.

Ela entrou no livro dos recordes viajando a uma média de 823 km/h em um veículo movido a foguete chamado The Motivator.

O sucesso de O’Neil foi tanto que ela ganhou uma versão própria da boneca Barbie. Ela também foi a primeira mulher a ingressar na agência de dublês de Hollywood Stunts Unlimited, nos EUA.

A atriz Stockard Channing a interpretou em um filme para TV chamado “A Vitória do Silêncio”, de 1979. Na produção, a própria O’Neil é dublê de si mesma.

O’Neil foi a dublê da atriz Lynda Carter no programa de TV original da Mulher Maravilha. — Foto: Getty Images via BBC

A carreira de O’Neil também teve contratempos. Enquanto participava de cenas para um programa de TV em 1978, ela capotou um Corvette movido a foguete enquanto tentava estabelecer um recorde de velocidade no deserto de Mojave, nos Estados Unidos.

Depois de se aposentar na década de 1980, ela se mudou para Eureka, no Estado da Dakota do Sul, também nos EUA, onde morreu de pneumonia em novembro de 2018, aos 72 anos.

Em uma entrevista realizada em 2015, ela disse que “foi bom” ser uma das dublês de Hollywood e que “não tinha medo de nada”.

Aqueles que prestaram homenagem após sua morte incluíram a atriz surda Marlee Matlin, vencedora do Oscar, que a elogiou por “inovar em acrobacias e corridas”.




Todos os créditos desta notícia pertecem a G1 Mundo.

Por: G1

Esta notícia é de propriedade do autor (citado na fonte), publicada em caráter informativo. O artigo 46, inciso I, visando a propagação da informação, faculta a reprodução na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos.

Avalie

Post anterior

por-que-o-front-na-ucrania-lembra-a-primeira-guerra-mundial

G1 Mundo

Por que o front na Ucrânia lembra a Primeira Guerra Mundial

Muitos analistas já observaram que a atual dinâmica da Guerra da Ucrânia lembra cada vez mais o que aconteceu na Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918 – e que muitas pessoas hoje conhecem das imagens mostradas no filme Nada de novo no front. Os analistas se referem ao que, no jargão militar, é conhecido como guerra de exaustão e que também tem os nomes de guerra de posições, guerra […]

today25 de março de 2023 10

Publicar comentários (0)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.


0%