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Secretário-geral da ONU se diz preocupado com violações humanitárias no conflito em Gaza

today24 de outubro de 2023 5

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António Guterres, secretário-geral da ONU, disse nesta terça-feira (24) que está preocupado com as claras violações do direito humanitário internacional testemunhado em Gaza. A fala abriu a reunião do Conselho de Segurança.

“Num momento crucial como este, é importante ter princípios claros – começando pelo princípio fundamental de respeitar e proteger os civis”, afirmou.

Guterres informou também que cerca de 35 funcionários da ONU morreram em Gaza desde o início da guerra.



O secretário reforçou que o combustível, importante para cuidados médicos, deve acabar em alguns dias e isso será um novo desastre.

“Sem combustível, a ajuda não pode ser entregue, os hospitais não terão energia elétrica e nem a água poderá ser purificada e nem bombeada”, afirmou.

“Gaza precisa de envios frequentes de ajudas humanitárias de acordo com a enorme necessidade. E essa ajuda tem que ser sem nenhuma restrição”, disse.

“É importante reconhecer que os atos do Hamas não aconteceram por acaso. O povo palestino foi submetido a 56 anos de uma ocupação sufocante. Eles viram suas terras serem brutalmente tomadas e varridas pela violência. A economia sofreu, as pessoas ficaram desabrigadas e suas casas foram demolidas”

“Os sofreres do povo palestino não podem justificar os ataques do Hamas. E esses ataques não podem condenar todo o restante do povo palestino”, completou.

Logo após o discurso, o chanceler israelense na, Gilad Erdan, afirmou no X que o secretário não está apto para liderar a ONU quando, segundo ele, houve compreensão “pela campanha de assassinato em massa de crianças, mulheres e idosos”.

Ele também cancelou a reunião que teria com o Secretário-geral ainda hoje.

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Durante a sessão que o Conselho de Segurança da ONU realizou nesta terça-feira (24), o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, defendeu os bombardeios de seu país na Faixa de Gaza e disse que a guerra “é uma questão de sobrevivência”.

“Para nós, (a guerra) é uma questão de sobrevivência. O mundo livre precisa se lembrar, precisa nunca esquecer o que ocorreu dia 7 de outubro. A resposta proporcional aos ataques do Hamas a Israel é eliminar o Hamas totalmente”, declarou.

Esta reportagem está em atualização




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Por: G1

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