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Seleção severa, especialização em missões curtas e ação da morte de Bin Laden: quem são os Seals, tropa de elite que perdeu dois soldados no mar da Somália

today18 de janeiro de 2024 5

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Os EUA fazem operações de buscas no Mar Arábico desde o dia 11 para encontrar os dois, que pertencem a um time de soldados da Marinha conhecido como SEAL (sigla em inglês para mar, ar e terra).

A operação de interditação de um navio suspeito é considerada perigosa e complexa, pois é difícil entrar em um veículo em movimento e há um grande risco de encontrar pessoas violentas a bordo.

Era por isso que a missão estava sendo feita por Seals. Eles não formam grandes batalhões, mas, sim pequenas unidades que devem agir rapidamente e com precisão.



Frequentemente os presidentes dos EUA empregam equipes dos SEALs para buscar inimigos do país, libertar reféns e cidades.

Em um texto do “Washington Post”, afirma-se que, nos próximos anos, dificilmente algum presidente dos EUA vai querer convocar tropas, como George W. Bush fez para conflitos no Afeganistão e Iraque. Por isso, provavelmente o governo do país vai empregar mais equipes de Seals para missões.

Eles já foram temas de diversos filmes, como “Sniper Americano”, de 2014, e “O Grande Herói”, de 2013.

De acordo com o site do museu dos Seals, a força tem sua origem em unidades de comando da Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, que foram precursoras dos atuais times. Nas décadas após o conflito, já durante a Guerra Fria, os EUA queriam forças especializadas que podiam se responsabilizar por pequenas missões –o site dá como exemplos conflitos no Laos e em Cuba.

O nome SEAL passou a ser usado no começo dos anos 1960. Ao longo dos anos, estiveram em conflitos no Vietnã, Panamá e, mais recentemente, Iraque e Afeganistão.

Apesar de eles serem ligados à Marinha, como são considerados uma elite, muitas vezes são enviados a missões em terra também.

Quando Barack Obama estava no poder, ele deu ordem para que um pequeno grupo de soldados de elite do país executassem uma missão no Paquistão: entrar no imóvel onde o terrorista Osama Bin Laden, o homem mais procurado do mundo por pelo menos dez anos, estava escondido e executá-lo.

A missão para matar Osama Bin Laden foi cumprida por um grupo de Seals em maio de 2011.

O envolvimento dos EUA tanto no Iraque como no Afeganistão é tido como um fracasso, mas, por causa de ações como a da morte de Bin Laden, os Seals não tiveram grandes danos à sua reputação nesse período, de acordo com o “Washington Post”.

No entanto um caso de morte durante o treinamento em solo americano ganhou muita cobertura da imprensa e tem feito o grupo repensar a forma como trata os soldados que se alistam para se tornarem membros dos Seals.

A seleção para novos membros desse grupo de elite da Marinha é considerada muito exigente. Em 2022, um homem morreu durante o treinamento.

A terceira semana do curso é conhecida como Semana do Inferno. De acordo com o “New York Times”, é uma série de dias de provações físicas e mentais: os candidatos ficam sem dormir e precisam passar horas em águas frias para experimentar hipotermia.

No ano de 2022, a Semana do Inferno começou com 210 homens. No meio da semana, 189 haviam desistido de se tornar SEAL.

Seaman Mullen foi um dos que continuou e atravessou a semana. Porém ele morreu pouco tempo depois.

O texto do jornal afirma que os Seals são criticados pela seleção de novos membros há décadas: “O programa é muito difícil, muito brutal, causa contusões com muita frequência, ossos quebrados, infecções perigosas e quase-afogamentos. Desde 1953, pelo menos 11 homens morreram”, afirma-se no “New York Times”.

Keith Davids, o líder do Comando de Guerra Naval Especial, instituiu testes para detectar anabolizantes entre os candidatos em 2023.

Imagem de processo de seleção de Seals de 2007 — Foto: Reprodução/Wikicommons

Mudanças após a Guerra ao Terror

Em uma entrevista à agência de notícias Associated Press em 2021, o então chefe dos SEALs, Wyman Howard III, disse que o plano era levar os Seals “de volta ao mar” depois de décadas em que o grupo de elite esteve envolvido nas guerras no Oriente Médio.

Além disso, houve uma decisão para aumentar os grupos de Seals em missões, mas diminuir o número de grupos. Trata-se de uma forma de evitar líderes problemáticos.

Houve um escândalo nos EUA por causa de um líder de equipe, Edward Gallagher. Ele foi preso acusado de diversos crimes de guerra, como matar um prisioneiro do Estado Islâmico e tentativa de assassinato de civis em uma missão no Iraque, em 2017.

Ele foi absolvido de quase todas as acusações, mas só foi condenado por uma: ele posou para fotos com um prisioneiro morto. Os jurados acharam que ele deveria ter sua patente reduzida e perder benefícios. Na época, Donald Trump estava na presidência. Ele decidiu que Gallagher deveria se aposentar com todos os benefícios e status.




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Por: G1

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