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Suspeito de atirar e matar PM da Rota comprava drogas com o irmão em ‘biqueira’ no momento do crime, diz advogado

today3 de agosto de 2023 11

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O advogado informou ao g1 detalhes sobre os depoimentos dos irmãos à Polícia Civil. De acordo com ele, Erickson, apontado pela corporação como o suspeito de ter atirado no PM, disse ter ido à comunidade Vila Julia para comprar drogas.

Kauã, por sua vez, alegou estar no ‘turno’ como vendedor enquanto o homem de apelido ‘Mazaropi’ estaria de ‘vigia’ e teria atirado no agente. O delegado do caso, Antonio Sucupira Neto, ressaltou que a investigação foi concluída após a prisão. A autoridade policial diz ter certeza da participação dos três citados na morte do PM Patrick Reis.

Kauã alega que Erickson estava comprando entorpecentes dele“, explicou o advogado. “Erickson estava em uma espécie de ‘fila’ para que comprasse drogas com ele”.



Segundo Felix, os irmãos afirmaram que, na data do ocorrido, a única pessoa armada no local era ‘Mazaropi’. Este homem, de acordo com o depoimento dos dois, teria atirado na viatura da Rota. O g1 não localizou a defesa dele até a última atualização desta matéria.

“Erickson alega que foi comprar o entorpecente e, nisso, presenciou o rapaz atirando. Foi quando todo mundo se assustou e, nas palavras dele, Mazaropi gritou: ‘Deu merda, pegou na viatura! Pegou na viatura!'”. explicou o advogado.

Segundo Felix, Erickson disse já ter integrado o tráfico de drogas, porém, foi impedido de se manter na ‘função’ por conta do vício em maconha e cocaína. Ele já foi preso por roubo em 2016, de acordo com Felix. Kauã, por sua vez, não teria antecedentes criminais.

Os irmãos Kauã e Erickson foram presos suspeitos de participar da morte do PM da Rota — Foto: Reprodução

Irmãos são suspeitos de envolvimento na morte de PM

Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e o delegado titular do Distrito Policial Sede de Guarujá, Antonio Sucupira Neto, Erickson foi preso suspeito de atirar no PM da Rota e, Kauã, por envolvimento no crime.

De acordo com Derrite, Kauã tinha a ‘função’ de ficar posicionado na comunidade Vila Júlia, em Guarujá, armado e com um comunicador, pronto para avisar os comparsas sobre a chegada de viaturas policiais ao local.

Suspeito de matar PM é preso

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da TV Globo, o advogado do Wilton Felix disse que suspeito se diz inocente e estava na comunidade da Vila Julia, em Guarujá, para comprar drogas. “Ele [Erickson] alega e atesta que não participou do evento morte. Na fatalidade, ele estava comprando droga, por fazer uso de entorpecentes, quando ouviu vários tiros e no pavor da situação, ele fugiu do local”, explicou Felix.

Erickson David da Silva é suspeito de atirar e matar o PM em Guarujá (SP). — Foto: Reprodução

Ainda segundo o advogado, imagens do suspeito foram vinculadas como sendo o principal suspeito de ter realizado o disparo de ter matado o policial. “Ele ficou com receio e foi para outra cidade, sendo hoje (domingo), de livre e espontânea vontade, se integrou as autoridades, na Corregedoria da Polícia, mostrando que acredita que ele foi vítima de uma injustiça”, disse o advogado.

Na segunda-feira (31), Erickson foi encaminhado ao Fórum de Santos, onde passou por audiência de custódia, que começou por volta das 10h. A Justiça definiu que a prisão temporária foi mantida por 30 dias.

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O soldado Patrick Bastos Reis foi baleado enquanto fazia um patrulhamento na comunidade da Vila Zilda, em Guarujá, na quinta-feira (27). A morte dele foi confirmada no mesmo dia. Além dele, um outro policial foi baleado na mão esquerda, encaminhado para o Hospital Santo Amaro e liberado.

Após o caso, a Polícia Militar iniciou a Operação Escudo, com o objetivo de capturar os criminosos responsáveis pela ação contra os agentes.

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Em vídeo gravado antes de ser preso, o suspeito afirma, em relato direcionado ao governador de SP e ao secretário de Segurança Pública, que estão “matando uma ‘pá’ de gente inocente”. Ele diz não ter nada a ver com o caso, mas que vai se entregar. Erickson diz ainda que estão “querendo pegar” sua família (veja o vídeo acima).

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta segunda-feira (31) que o vídeo gravado pelo suspeito foi “uma estratégia do crime organizado”.

“A verdade é que esse vídeo que ele fez, orientado pelos seus defensores, inclusive tem áudio do advogado o orientando a fazer esse vídeo, se os senhores ainda não possuem, ao longo das investigações vão tomar conhecimento disso, é uma estratégia do crime organizado, inclusive de cooptar moradores, de cooptar pessoas das comunidades que também são vítimas do tráfico organizado apresentando versões”, afirmou.

A Ouvidoria das Polícias informou investigar denúncias de tortura e ameaças de morte relatadas por moradores durante a Operação Escudo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário de segurança do estado, Guilherme Derrite, anunciaram aumento do efetivo policial e uma nova unidade em Guarujá, no litoral de São Paulo, após a morte do PM da Rota Patrick Bastos Reis. Segundo o governador, as ações se fazem necessárias pois “o tráfico ocupou a Baixada Santista”.

De acordo com Tarcísio, a Operação Escudo vai continuar na Baixada Santista por pelo menos 30 dias. Além disso, o governador ainda prometeu novas ações na região.

“Nós vamos levar para a Baixada Santista o aumento de efetivo, unidade da Polícia Militar. Nós devemos ter mais uma unidade da Polícia na Baixada para aumentar o efetivo e responder o anseio da Baixada”, disse Tarcísio.

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Por: G1

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