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Suspeito de participar da morte de PM da Rota é preso no dia do próprio aniversário

today2 de agosto de 2023

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Kauã se entregou por volta das 2h, na Delegacia Seccional de Santos, no litoral de São Paulo, e foi encaminhado à cadeia anexa ao 5º Distrito Policial da cidade. Ele estava usando camiseta azul, bermuda e chinelo e acompanhado pelo advogado de defesa.

Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, Kauã tinha a ‘função’ de ficar posicionado na comunidade Vila Júlia, em Guarujá, armado e com um comunicador, pronto para avisar os comparsas sobre a chegada de viaturas policiais ao local.

Conforme informado pelo delegado titular do DP Sede da cidade, Antonio Sucupira Neto, a investigação sobre a morte do PM da Rota foi encerrada após a prisão de Kauã. Além dele, a Polícia Civil deteve Erickson, suspeito de atirar, e também ‘Mazzaropi’, por envolvimento no caso.



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Os vídeos divulgados por Kauã nas redes sociais mostram o ‘dia a dia’ no tráfico de drogas na comunidade. O jovem passava os ‘plantões’ na ‘biqueira’ em meio ao mato e ao som de funk ‘proibidão’ [incitando a morte de policiais].

Nas imagens, divulgadas pela Polícia Civil, Kauã escreveu mensagens sobre a vida no crime, como: “se o crime fosse fácil, não existia trabalhador. Respeita nóis”, “onde a bala come e todo respeito é pouco” e até “nóis gosta assim”, ao lado de um emoji de caixão.

Irmão de Erickson, o suspeito de matar PM em Guarujá, também é procurado pela Polícia Civil — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Conforme informado durante entrevista coletiva da Polícia Civil em Santos (SP), Kauã é o mais novo de três irmãos, todos presos. Erickson, o mais velho, tem 28 anos e foi detido recentemente suspeito de matar o PM. O irmão ‘do meio’ também está atrás das grades, mas não teve o nome ou o crime divulgados.

Suspeito de matar PM é preso

O suspeito de atirar e matar Patrick Bastos Reis, soldado da Rota, passou por audiência de custódia, nesta segunda-feira (31), no Fórum de Santos, no litoral de São Paulo. Erickson David da Silva, de 28 anos, teve a prisão temporária mantida por 30 dias.

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da TV Globo, o advogado do Wilton Felix disse que suspeito se diz inocente e estava na comunidade da Vila Zilda, em Guarujá, para comprar drogas. “Ele [Erickson] alega e atesta que não participou do evento morte. Na fatalidade, ele estava comprando droga, por fazer uso de entorpecentes, quando ouviu vários tiros e no pavor da situação, ele fugiu do local”, explicou Felix.

Ainda segundo o advogado, imagens do suspeito foram vinculadas como sendo o principal suspeito de ter realizado o disparo de ter matado o policial. “Ele ficou com receio e foi para outra cidade, sendo hoje (domingo), de livre e espontânea vontade, se integrou as autoridades, na Corregedoria da Polícia, mostrando que acredita que ele foi vítima de uma injustiça”, disse o advogado.

Na segunda-feira (31), Erickson foi encaminhado ao Fórum de Santos, onde passou por audiência de custódia, que começou por volta das 10h. A Justiça definiu que a prisão temporária foi mantida por 30 dias.

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O soldado Patrick Bastos Reis foi baleado enquanto fazia um patrulhamento na comunidade da Vila Zilda, em Guarujá, na quinta-feira (27). A morte dele foi confirmada no mesmo dia. Além dele, um outro policial foi baleado na mão esquerda, encaminhado para o Hospital Santo Amaro e liberado.

Após o caso, a Polícia Militar iniciou a Operação Escudo, com o objetivo de capturar os criminosos responsáveis pela ação contra os agentes.

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Em vídeo gravado antes de ser preso, o suspeito afirma, em relato direcionado ao governador de SP e ao secretário de Segurança Pública, que estão “matando uma ‘pá’ de gente inocente”. Ele diz não ter nada a ver com o caso, mas que vai se entregar. Erickson diz ainda que estão “querendo pegar” sua família (veja o vídeo acima).

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta segunda-feira (31) que o vídeo gravado pelo suspeito foi “uma estratégia do crime organizado”.

“A verdade é que esse vídeo que ele fez, orientado pelos seus defensores, inclusive tem áudio do advogado o orientando a fazer esse vídeo, se os senhores ainda não possuem, ao longo das investigações vão tomar conhecimento disso, é uma estratégia do crime organizado, inclusive de cooptar moradores, de cooptar pessoas das comunidades que também são vítimas do tráfico organizado apresentando versões”, afirmou.

A Ouvidoria das Polícias informou investigar denúncias de tortura e ameaças de morte relatadas por moradores durante a Operação Escudo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o secretário de segurança do estado, Guilherme Derrite, anunciaram aumento do efetivo policial e uma nova unidade em Guarujá, no litoral de São Paulo, após a morte do PM da Rota Patrick Bastos Reis. Segundo o governador, as ações se fazem necessárias pois “o tráfico ocupou a Baixada Santista”.

De acordo com Tarcísio, a Operação Escudo vai continuar na Baixada Santista por pelo menos 30 dias. Além disso, o governador ainda prometeu novas ações na região.

“Nós vamos levar para a Baixada Santista o aumento de efetivo, unidade da Polícia Militar. Nós devemos ter mais uma unidade da Polícia na Baixada para aumentar o efetivo e responder o anseio da Baixada”, disse Tarcísio.

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Por: G1

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